Institucional

Plataforma de e-commerce: entenda a importância da tecnologia na hora de criar e gerenciar uma loja virtual

Julio Machado, Head de Tecnologia e Inovação da Loja Haus, aborda importância da área de tecnologia na criação e gestão de plataforma de e-commerce

Quando refletimos em como é um e-commerce na prática, percebemos a importância da área de tecnologia para o comércio virtual. Afinal, sem tecnologia, não tem como a plataforma de e-commerce funcionar.

Diferente da loja física — em que é possível continuar a operação se eventualmente algum problema tecnológico acontecer — no on-line a operação fica comprometida enquanto esse setor tiver imprevistos.

Portanto, o esforço de diversos profissionais se faz necessário para que o consumidor tenha uma boa experiência de compra na internet. Com o propósito de unir os campos relacionados à operação de e-commerce está o departamento de tecnologia.

A fim de entender a complexidade que é criar e gerenciar uma plataforma de e-commerce, conversamos com o head de tecnologia e inovação do Grupo hausJulio Cesar Machado. Responsável pela implantação do site desde o começo da haus&afins, ele também dará dicas para empresários do varejo digital brasileiro.

▸ A área de tecnologia é responsável, entre outras coisas, por assegurar a operação do e-commerce; 

▸ A jornada de compra do consumidor envolve diversos fatores, desde a descoberta da loja nos mecanismos de busca até a entrega do produto;

▸ O principal desafio para o departamento de tecnologia no e-commerce é entender toda a complexidade da estrutura de uma plataforma de vendas on-line e integrá-la de forma eficiente;

▸ Há diversas opções de plataformas de e-commerce disponíveis no mercado, o que define qual a melhor é a necessidade, capacidade de investimento e porte do negócio;

▸ A área de tecnologia é fundamental para uma loja on-line e o profissional de tecnologia precisa ser completo e ter expertise de diversas áreas;

▸ Apesar de maduro, o varejo digital brasileiro ainda tem muito espaço para crescer;

▸ Principal gargalo do e-commerce brasileiro é a logística, que demanda maior integração entre os players;

▸ Proteção de dados do consumidor, um dos dispositivos da LGPD, já faz parte da cultura da haus&afins.

Blog haus | Primeiramente, conte-nos como é o trabalho “de bastidor” que garante ao consumidor uma boa experiência de compra em uma plataforma de e-commerce?

Julio Machado | A experiência de compra do consumidor é a soma de diversos fatores que proporcionam uma jornada tranquila. Ou seja: fácil de localizar o que procura, realizar o pagamento e receber esse produto em casa.

Entretanto, esse processo na loja on-line é somente a ponta do iceberg. Para garantir uma boa experiência, precisamos de uma retaguarda completa. Porque existe uma série de atividades que precisam ser atendidas depois que o pedido é feito. 

Por exemplo:

• confirmar o pagamento assim que o pedido é efetivado;
• incluir o pedido em um sistema de gestão;
• emitir a nota fiscal;
• fazer a expedição do produto ou;
• adquiri-lo se, for uma mercadoria comercializado por meio de drop shipping;
• realizar o transporte do item até a casa do cliente;
• rastrear todo o processo de entrega em tempo real.

Então, a experiência de compra do cliente no e-commerce envolve toda essa cadeia, administrativa, financeira e logística. A fim de que tudo isso aconteça perfeitamente, contamos com sistemas integrados.

Uma das principais preocupações da haus é automatizar ao máximo esse processo, para que ele seja rápido e com o mínimo de erros.

Julio Machado, Head de Tecnologia e Inovação do Grupo haus, aborda importância da área de tecnologia na criação e gestão de plataforma de e-commerce
"Esse gigantesco trabalho de bastidores — que envolve a própria haus e parceiros —, culmina em uma boa experiência de compra na loja virtual. Desde o momento em que o cliente chega no site até quando ele recebe o produto em casa", Julio Cesar Machado, head de tecnologia e inovação do Grupo haus.

Qual é o principal desafio em desenvolver uma plataforma de comércio on-line? O que é preciso para que o site funcione plenamente?

O principal desafio é considerar toda essa infraestrutura e em como integrá-la eficientemente. É preciso pensar nos sistemas e pessoas envolvidos, e quando isso estiver definido e funcionando, prestar atenção em como é a utilização da loja virtual e a experiência do consumidor nela.

Critérios a considerar na plataforma de e-commerce:

• Usabilidade — a loja precisa ser bonita, mas fácil de navegar;

• Load Speed (Velocidade de Carregamento) — consumidor não espera mais do que alguns segundos a página carregar depois que ele clica;

• User Experience (UX)
— o cliente precisa navegar de forma simples e fácil pela loja, encontrar as informações que busca e concluir a compra sem complicações;

• Design Responsivo
— adaptar toda a estética e usabilidade aos mais diversos dispositivos, pensando que atualmente a jornada de compra do consumidor passa pelo computador, notebook, tablet, smartphone, dentre outros dispositivos;

• Search Engine Optimization (SEO)
— estruturar as informações da loja para que ela seja encontrada pelos mecanismos de buscas da internet, facilitando a descoberta por novos clientes;

Então, esse é o grande desafio. Vai desde a utilização do usuário no site, com a facilidade de encontrar o produto, a estrutura para operacionalizar essa venda e garantir a entrega, e a descoberta da plataforma pela internet, onde estão os consumidores.

A loja haus&afins tem um perfil bem dinâmico e está constantemente buscando soluções para oferecer a melhor experiência de compra possível ao cliente. Como é esse trabalho e que critérios são levados em consideração na hora de validar uma nova ideia, tecnologia, serviços, etc.?

A haus&afins está sempre agregando novos produtos ao mix, encontrando as melhores opções e buscando expandir os nichos. Ao mesmo tempo, nossa preocupação é deixar a loja virtual o mais agradável e fácil de navegar. Sempre pensando no ponto de vista do cliente e nas tecnologias que estão disponíveis para realizar tudo isso.

Como ele vai enxergar a loja? Como ficará mais fácil para ele encontrar os produtos? De que forma conseguimos deixar as informações mais claras, as imagens dos produtos mais bonitas e informativas?

Temos um trabalho de discussão que engloba diversas expertises na hora de definir essas ações. Tem a visão da área comercial, do marketing, da operação que viabiliza o que estamos propondo e, naturalmente, da área de tecnologia.

Então, temos essa visão 360° da operação, partindo sempre do ponto de vista das necessidades e prioridades do consumidor. Ou seja, de quem está buscando o produto.

Blog haus | Que dicas você daria para os iniciantes na venda on-line que estão procurando como escolher uma plataforma de e-commerce? E como saber qual a melhor plataforma de e-commerce para o modelo de negócio?

Julio Machado | Hoje, o mercado tem plataformas de e-commerce praticamente prontas, já com integração com meios de pagamento e com os correios. Então, é só cadastrar os produtos e começar a vender, o que pode ser feito, literalmente, de um dia para o outro até mesmo por leigos em tecnologia. Porém, são mais limitadas.

Ao mesmo tempo, existe a opção do framework, que são conjuntos de aplicativos de loja virtual. Não seria uma loja pronta, mas com um pouco de conhecimento técnico é possível configurá-la com certa facilidade.

Em terceiro lugar tem a opção de fazer tudo isso “dentro de casa”. Em resumo, seria desenvolver a loja com uma equipe interna, que entenda de tecnologia, de e-commerce e de software para disponibilizar o que a empresa precisa.

Todas as alternativas são válidas desde que a empresa esteja ciente das necessidades dela. Para negócios mais simples, ou de menor volume, as plataformas prontas atendem muito bem.

Por outro lado, empresas com uma cadeia produtiva maior, ou que tenham uma complexidade de negócio que justifique integração com sistemas de gestão, faturamento, estoque, transportadora, entre outros, necessita de uma solução mais complexa.

A partir do momento que a empresa cresce, acredito que as soluções prontas, mas que precisam ser instaladas e configuradas (Framework) ou o desenvolvimento completo pela empresa, são as opções mais indicadas para quem está na dúvida de qual a melhor plataforma de e-commerce.

Julio Machado, Head de Tecnologia e Inovação do Grupo Haus, aborda importância da área de tecnologia na criação e gestão de plataforma de e-commerce
"A partir do momento que a empresa cresce, acredito que as soluções prontas, mas que precisam ser instaladas e configuradas (Framework) ou o desenvolvimento completo pela empresa, são as opções mais indicadas", Julio Cesar Machado, head de tecnologia e inovação do Grupo haus.

Tipos de plataformas de e-commerce: prós e contras de cada uma

↳ Plataforma pronta de e-commerce

Prós:

• Solução rápida para leigos no e-commerce;
• Colocar o negócio rapidamente no ar;
• Experimentar a venda virtual;
• Encontrar os produtos que melhor vendem ou o melhor nicho de forma mais barata.

Contras:

• Solução limitada;
• Identidade visual padrão;
• Não tem integração com sistemas logísticos ou de faturamento;
• Controle mais manual.

↳ Plataforma configurável de e-commerce (Framework)

Prós:

• Solução ágil para ingressar no e-commerce;
• Requer conhecimento básico em programação para instalar e configurar a loja;
• Possui integração e plugins para facilitar a venda on-line.

Contras:

• Dependência do servidor;
• Limitação a partir do momento em que a empresa atinge um patamar mais complexo de negócio.

↳ Plataforma própria de e-commerce

Prós:

• Mais controle sobre as integrações;
• Possibilidade de desenvolver expansões;
• Design totalmente personalizável;
• Facilita o crescimento da operação e, consequentemente, traz mais retorno sobre o investimento.

Contras:

• Requer time técnico com amplo conhecimento;
• Precisa de maior investimento;
• Solução mais complexa;
• Requer tempo para planejamento e execução até a solução ficar pronta.

Blog haus | E como você definiria a importância da área de tecnologia dentro de uma operação de e-commerce? Quais conhecimentos e habilidades são fundamentais para o profissional responsável por essa parte?

Julio Machado | O comércio eletrônico está muito focado em sistemas e comunicações eletrônicas. Por isso, a área de tecnologia é fundamental em uma operação de e-commerce. O profissional de tecnologia é quem ajuda a definir o conjunto de ferramentas que a empresa precisa.

Esse profissional consegue entender a complexidade do negócio, da empresa e do produto. Com isso, ele encontrará no mercado soluções disponíveis em plataformas, plugins e ferramentas para construir o ambiente tecnológico e viabilizar a operação com a agilidade e competitividade que o varejo digital exige.

A empresa consegue ser mais efetiva, mais assertiva e mais rápida se o time de tecnologia enxergar as tecnologias e ferramentas disponíveis no mercado, se entender as necessidades que a empresa tem e buscar soluções para ela competir em custos, em velocidade de entrega, para controlar estoque, para integrar com plataformas antifraude, de garantias de pagamento, entre outras.

Todo esse ecossistema de soluções on-line, que estão disponíveis para o e-commerce, demandam muito das habilidades e conhecimentos do profissional de tecnologia. Ao mesmo tempo, ele não pode entender só de sistemas, tem que entender de negócios, de marketing e de processos.

O profissional de tecnologia precisa ser completo, tem que ter habilidades e conhecimentos técnicos na área de atuação dele e administrativos, financeiros, logísticos e de marketing. Precisa ser um profissional completo para agregar em uma equipe de comércio eletrônico que demanda todos esses conhecimentos.

Como você avalia o varejo digital brasileiro em termos de investimentos em tecnologia? Que iniciativas você destacaria e que campos você percebe que há carência e/ou dificuldade dos gestores conseguirem soluções tecnológicas?

O varejo digital brasileiro é muito maduro. Há player bem estabelecidos que acabam puxando o investimento em tecnologia. Comércios menores precisam estar sempre olhando para o que os grandes estão fazendo, para se equipararem.

Entretanto, o mercado tem muito espaço para crescer e entendo que a grande carência do e-commerce brasileiro é a logística. Temos uma matriz focada no rodoviário e, apesar de existirem grandes empresas transportadoras, muitas regiões são atendidas por pequenos players que atuam de forma fragmentada e pouco integrada.

Em resumo, percebo que o varejo digital brasileiro tem muito espaço para crescer, mas demanda desenvolvimentos em tecnologia, especialmente, para resolver questões logísticas que entendo ser o maior entrave para o comércio em geral no país. Todavia, para o comércio eletrônico se torna crucial porque é um dos fatores mais críticos, se não o mais crítico, na cadeia de operação.

Blog haus | Por último, temos um divisor de águas no campo de segurança digital, que é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Como a haus&afins lida e trata as informações dos clientes, pensando em segurança, sigilo e adequação à lei?

Julio Machado | Apesar de existirem legislações mais maduras e há mais tempo, como a GDPR, na Europa, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ainda gera confusão, mesmo entre os especialistas na área de direito, de marketing e TI.

Entretanto, estamos atentos, estudando e acompanhamos as percepções jurídicas e as implicações da LGPD, mas sempre tivemos muito cuidado e zelo com as informações dos nossos clientes. Por isso, tomamos as precauções necessárias para garantir que a nossa estrutura de coleta e armazenamento dos dados seja segura.

Por exemplo, guardamos somente as informações estritamente necessárias ao processo de compra. Igualmente àquelas que interessam ao consumidor ou nos ajudam com o propósito de dar uma experiência de compra melhor.

Já atendendo aos requisitos da LGPD, a haus&afins tem o cuidado de solicitar autorizações quando coleta um dado. Isto é para um dado básico cadastral ou um dado mais sensível. Sempre tivemos esse cuidado, pois é nosso jeito ser amigável nos relacionamentos com os consumidores.

Nesse meio tempo que estamos nos preparando para a aplicação da LGPD, percebemos que tem sido um processo bem tranquilo e transparente. Afinal, já é da nossa cultura agir dessa forma, coletando somente dados necessários e com a permissão do cliente.

Além disso, temos um compliance muito forte, uma preocupação com segurança. Por exemplo, não retemos informações sensíveis, como dados de pagamento ou número de cartão. Essas informações são usadas somente no momento da compra e depois descartadas.

Então, vemos com muita tranquilidade a adoção da LGPD pela plataforma de e-commerce da haus&afins, já em função desse cuidado que nós temos com a relação com o nosso cliente. Essa é a base e daí deriva a nossa preocupação com os dados, o sigilo e a segurança que vamos dar.

E aí, gostou deste conteúdo? Então aproveite e compartilhe em suas redes sociais!

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *